21 de Agosto de 2009
A CDU na Cabeça Gorda!...
6 de Agosto de 2009
Manuela Ferreira Leite.
5 de Agosto de 2009
Sentido Inverso

4 de Agosto de 2009
O futuro. E agora?

O Regresso
14 de Junho de 2009
Europeias: ainda a tempo de analisar.
Não sou dos que acreditam que este resultado impõe ao PS e ao governo outra legitimidade de governação que não a sua, adquirida com maioria dos votos populares. Ou seja, é bastante demagógica a intenção do PSD e de outros partidos de querer a partir destas eleições fazer recuar o governo na sua agenda de investimentos públicos. Não é o que está em causa nem tão pouco o amedrontar das consciências servirá para que o PS contribua para a estagnação do país face aos seus modelos de progresso e às responsabilidades internacionais que mais cedo ou mais tarde teremos de cumprir.
Mas a grande vitória destas eleições é a do Bloco de Esquerda. O único partido que subiu significativamente, que passou a fasquia dos dois dígitos e que ultrapassou o PCP-CDU em votos e mandatos parlamentares. Outra leitura, ou a tentativa de branquear este facto, será sempre entendida de má fé.
Também no Distrito de Beja o cenário se repetiu: o PS passou de primeira força política para segunda, o que não acontecia desde 1995; o PCP-CDU passou a liderar a vontade popular com estridente vitória e o BE cresceu triplicando o seu peso eleitoral. Como socialista e amador destas coisas da política e da região confesso a tristeza e a manifesto a certeza de que percebi nas entrelinhas os sinais do povo. Mas também como socialista - e como sabem, crítico da actual liderança federativa desde o seu inicio – não encontro razões para responsabilizar mais do que nestas ocasiões é preciso a Federação do PS, os seus dirigentes e o seu líder. Não o faço por perceber que nestas eleições se utilizou um voto nacional, de protesto, de descontentamento ou de desinteresse, que nem sequer teve o seu sentido na Europa quanto mais na região.
O facto do PS ter perdido cerca de dez mil votos no Distrito é um elemento de análise, de reflexão e de mobilização dos socialistas. Mas não se vejam os números com a ligeireza dos interesses do momento: a CDU subiu apenas pouco mais que três mil votos, e percentualmente a sua subida é residual. Ou seja a sua capacidade de gerar um aumento significativo está esgotada e limitada por um discurso ineficaz e conservador. Já o BE triplicou a sua votação relativamente a 2004. O que fica por explicar são os restantes três mil votos perdidos pelo PS, e que sentidos têm.
Sei, porque conheço como estas coisas funcionam, que o esforço e a mobilização do PS se centram nos combates locais e legislativos de Setembro e de Outubro. E essa mobilização, que no caso concreto das europeias não quis ser de desinteresse, mostrará um PS apto a lutar pela vitória. Assim espero, assim desejo.
26 de Maio de 2009
Realizar a mudança

No caso de Beja, onde considero decidir-se a eleição mais importante para o futuro da região, o desafio dos partidos passa pela interpretação dos cidadãos quanto aos modelos de governação e aos líderes que desejam ter. E seria de todo importante que os eleitores se envolvessem com a reflexão própria das grandes decisões.
Sou dos que defendem uma mudança. Uma alteração dos modelos de governação e dos princípios visionários que de uma vez por todas projectem este concelho no futuro e com a vantagem de assumir Beja como a capital da região: uma sede de interesses económicos e de exemplos sociais, um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da geração de ideias e de projectos capaz de pensar esta terra para além do limite temporal dos actos eleitorais, o epicentro de novas políticas e de uma ambição que nos tem faltado e de que tanto carecemos.
Por tudo isto defendo que a candidatura de Jorge Pulido Valente é a plataforma de mudança, de melhoria da qualidade de vida e de construção de novas bases para o progresso. E ao contrário do que alguns querem fazer crer, em tom de desinformação, esta candidatura tem conquistado os apoios e a abrangência necessárias para corporizar a mudança. Ou seja, a vitória de Jorge Pulido Valente em Beja é uma realidade possível, alcançável com o reforço da confiança dos bejenses que desejam a mudança e que sabem no seu íntimo a importância de evoluir noutro sentido.
E para os interessados e defensores da transformação do nosso concelho para melhor fica a responsabilidade de construir diálogos e de fazer engrossar os apoios e os eleitores. No dia-a-dia, na rua e nos cafés, na liberdade de expressão de cada um e com a mais valia de contribuirmos todos para a realização da mudança.
25 de Maio de 2009
Tudo o que é bom nunca é demais

23 de Maio de 2009
Nós europeus, também!

18 de Maio de 2009
A decisão de Alegre
Na íntegra em : Código luso
14 de Maio de 2009
Sites, blogues e candidaturas

13 de Maio de 2009
A Renovação

Conheço-o há uns bons anos. Na altura fazia parte do secretariado regional da JS que presidi e desde sempre o exortei a assumir a ambição de se candidatar à câmara de Aljustrel. Não tenho sobre ele, ou quem seja, a ideia de um salvador desejado na face da utopia, mas reconheço-lhe o empenho e a dedicação ao projecto político que lidera há quatro anos.
E sei da sua determinação e do seu entusiasmo na defesa de uma convicção forte: o desempenho e o contributo para melhorar as perspectivas de futuro da sua terra. E esse sentimento não pode ser questionado ou sequer derrotado por uma mentalidade conservadora e, em muitos casos, responsável pelo estado a que isto chegou.
Não me permito fazer vaticínios sobre os resultados. Ou sequer contribuir para uma mentalidade que tende a menosprezar o adversário, e no que respeita a Manuel Camacho é um concorrente de peso e que agrega consigo um curriculum autárquico reconhecido. Mas a opção faz-se na vontade dos eleitores e a eles cabe escolher percebendo a necessidade de tempos mais ousados e com visões mais adequadas aos tempos do futuro.
11 de Maio de 2009
Até quando?

É demasiado grave a passividade e a ausência de força política desta região. O que se passa neste caso, como em outros semelhantes, demonstra aos que teimam em não querer aceitar o quanto estamos mal servidos de soluções e de lideranças políticas e o quanto urge promover a renovação de quadros e de dirigentes.
Em conclusão, o aeroporto de Beja pouco diz a esta gente, ou nada em alguns casos. O tema serviu e ainda serve para recrutar mais valias eleitorais em forma de demagogia e populismo. Mas no final de contas andamos a ser gozados, e parece que apreciamos a atitude. Ainda nos vale a visão e paciência de um ou outro autarca e a resistência do Conselho de Administração. Mas até quando?
10 de Maio de 2009
É a Europa!...
Leia o resto em: Código Luso
6 de Maio de 2009
Lição de vida
Na primeira edição da nova revista 30 DIAS detive a minha atenção na entrevista concedida pelo Dr. Aníbal Coelho da Costa, médico de Ferreira do Alentejo, lutador pela democracia no período do Estado Novo, ex-deputado e histórico militante e dirigente socialista.E desta entrevista nasceu-me a imagem do tempo, da serenidade dos homens que passam pelas coisas da vida e que as cultivam como memórias ou como ensinamentos. A mensagem é tão clara como é puro o tom tranquilo de um homem repleto de experiências diversas. Aos 78 anos o Dr. Aníbal Costa revive o passado com a clareza de uma imagem de ontem, não de anteontem, sem tabus e de peito aberto assume a verticalidade dos homens que vivem pelas convicções, com princípios e alicerçados em valores. Em nome do futuro.
Conheci-o há muitos anos quando me filiei no PS, há 17 anos portanto, era na altura presidente da Comissão Política Regional do PS e deputado eleito pelo Baixo-Alentejo.
E apesar do respeito que sempre me mereceu, porque me foi dado a conhecer pelo saudoso Carlos Queixinhas o seu curriculum politico, tive no choque das gerações a dificuldade em aceitar algumas opiniões e pensamentos, que me pareciam na época insuficientes perante os novos desafios. E também outras forças e vontades contribuíram para que nunca tivesse privado com ele no sentido de beber na fonte a sabedoria e a experiência políticas e pessoais, como o fiz com outros camaradas como o eng.º Barriga, o Queixinhas entre outros. E recuando na memória, como se fosse um acerto de contas, no fim de tudo quem perdeu fui eu, por incapacidade e imaturidade.
Muitas vezes – aprendi nesta curta vida – podemos estar perante o homem e continuar a desconhecer a sua dimensão. E é o que sinto relativamente ao Dr. Costa. Por ironia da vida, daquelas ironias positivas que nos fazem crescer e reaver oportunidades, encontro nas páginas de uma revista um pouco daquilo que não tive inteligência para aprender há 17 anos atrás: a dimensão das pessoas não está nas suas palavras nem nos pensamentos circunstanciais, mas sim num somatório de dias e de anos de vida desenhados por actos concretos que nos dão o direito de dizer “Já só me falta morrer!”. E este legado, em forma de esperança, que sai da boca de quem viveu tanto e tão intensamente deve ser um exemplo para mim e para os da minha geração.
5 de Maio de 2009
Bloco de Conveniências I
Leia o restante em: Código Luso
4 de Maio de 2009
Respeito
A notícia do falecimento de Joaquim Figueira Mestre entristece o dia de hoje e os de amanhã desta cidade e desta região. Não tive nunca a oportunidade de privar consigo mais do que num cumprimento cordial e respeitador. E esse respeito que adquiri ao longo dos anos por um dos homens que fez por esta cidade e por esta região um trabalho positivo e marcante numa das áreas mais dificeis como a cultura e os livros não morre aqui. Continua, porque a sua obra literária nos deixa as referências e porque o seu trabalho como Director da Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja, nos deixa o exemplo a seguir. E continua ainda porque o mérito dos cidadãos da estirpe de Figueira Mestre merecem o tempo infinito da memória.Com sucesso!
Há muito tempo atrás defendi a inteligente medida de diminuição de dias – de 9 para 5 – e argumentei com o aumento da qualidade de uma dinâmica mais ajustada às expectativas dos visitantes e dos expositores. É evidente, não que eu tinha razão mas que a organização estava certa nesta aposta. E não me parece que se tenha perdido algo com isso. Pelo contrário: a cidade ganhou num espaço limitado de 5 dias uma actividade extraordinária e apenas expectável com a Ovibeja.
É certo que há um caminho a fazer no futuro imediato para criar novas atracções e mais inovação e modernidade. É bem verdade que esse percurso não pode ser feito radicalmente pondo em causa a essência do evento. Mas é um facto que a organização deverá dar corpo a novas soluções e a alguns pormenores, que certamente melhorarão o evento. Mas para quem se envolve neste tipo de iniciativas – e sobretudo uma que tem mais de um quarto de século – sabe que estas coisas nunca estão esgotadas, ou fechadas nas suas fórmulas. E a Ovibeja tem demonstrado ao longo dos tempos a capacidade de se adaptar. Com sucesso!
3 de Maio de 2009
Mãe!
passas discreta pelas ruas que percorro
como uma sombra que sai de mim.
ainda que por vezes te possa ignorar
ou recusar-te um desejo
és a única por quem morrerei.
e se for preciso... morro!
deste-me o princípio e não me deixas ter outro fim
sem que lute com a força que herdei de ti.
estás aqui. todos os dias.
e mesmo que não te veja
a tua presença acalma-me o olhar.
és o olhar mais puro que respiro
o coração mais vermelho que me deseja!
In Lugar Etéreo. Jorge Barnabé. 2006.
2 de Maio de 2009
Desculpas e lamentos!
mais em Código Luso
30 de Abril de 2009
Os outros sobre nós
Leia mais em: Código Luso
Cancelado

O Colóquio Eleições 2009 e a WEB, organizado pelo blogue Praça da República foi cancelado por impedimento de dois oradores convidados. Fica a intenção de agendar uma nova data por parte de João Espinho, em momento oportuno.
A partir de hoje nas bancas

29 de Abril de 2009
Começa Hoje

25 de Abril de 2009
24 de Abril de 2009
O País que merecemos?

Hoje, passados 35 anos faltam-nos os homens de coragem! Temos abusado e gasto dos princípios e dos valores, tornando-nos cada vez mais num país desregrado. Faltam-nos os corajosos líderes que nos indiquem o caminho e nos façam ser mais ousados e justos como cidadãos.
Temos perdido tudo, ou quase tudo: a solidariedade a favor do individualismo, o serviço público e patriótico em benefício da corrupção e do enriquecimento ilícito, as ideias vendidas pelos mediatismos e pela demagogia. E a cada ano nos afastamos mais das reflexões e permitimos que nos embalem num adormecimento cívico que rompe o valor de qualquer revolução.
Mas a maior hipocrisia, a que ofende quem acredita na democracia e na liberdade, está no simbolismo atribuído à efeméride. Como se fosse penitência pelos abusos das liberdades e dos direitos. Como se fosse desculpa pela má governação. Como se fosse a expiação dos pecados de uma cidadania amorfa.
Como bons portugueses é bem possível que daqui a 35 anos tenhamos o atrevimento de comemorar sobre as ruínas da sociedade, esvaziada de valores e amargurada pelos deméritos. Por agora vamos escurecendo a manhã clara e desenhando nos dias céus negros, disfarçados de liberdade.
23 de Abril de 2009
Os créditos das estratégias

É importante que todas as forças partidárias dêem como concluídos os processos de escolha dos candidatos antes das eleições europeias, para que se possam alargar os espaços de intervenção dos mesmos e das ideias e para que ao povo sejam dadas condições de reflexão sem que os processos europeu e nacional cortem a importância destas dinâmicas. É por isso positivo, e relevante, o facto do PS ser o primeiro partido a alcançar este objectivo rompendo com uma tradição de atrasos e de escolhas apresentadas em cima da hora.
É verdade que a definição atempada dos candidatos e consequente implementação no terreno não é por si só uma condição de vitória, mas é meio caminho andado para que o PS tenha o melhor resultado de sempre no distrito.
A ambição, é segundo Luís Ameixa, vencer todas as 14 câmaras. E o que Ameixa quererá dizer com isto é que o PS parte para este combate com a determinação de ser poder com candidaturas fortes e credíveis. Pessoalmente partilho desta visão: nunca o PS teve no seu conjunto de candidatos tantas possibilidades de disputar concelho a concelho a vitória. E é sem dúvida alguma um progresso notável e que merece respeito e elogio.
22 de Abril de 2009
O que Sócrates teve a coragem de dizer...
Leia na íntegra em Código Luso
20 de Abril de 2009
Balanço pontual
FOTO: Alvito.blogueLuís Ameixa do PS reclama a possibilidade de vencer as 14 câmaras do distrito e sustenta a possibilidade com um trabalho feito visando manter as câmaras que o PS detém e vencer aquelas onde é o segundo partido mais votado com candidaturas fortes. Mas o PS tem duas autarquias cujos lideres não se recandidatam: Mértola e Odemira. E este é um dado maior, embora não se prevejam nos casos grandes surpresas.
O PCP, ou CDU, não o diz mas partilha desta ambição socialista. No entanto poderá ter uma posição de maior fragilidade pelas divisões que temos constatado e ainda pelas alterações feitas em Castro Verde e em Aljustrel. Sobretudo em Castro a alternativa que o PS apresenta é a mais forte de sempre e provavelmente a mais credível. Mas o PCP, desenganem-se o que pensam o contrário, combaterá com todas as suas forças na preservação do poder que detém.
Já o PSD serve o desnorte e apresenta as dificuldades de uma liderança sem credibilidade na construção de alternativas objectivas e, sobretudo, no crescimento necessário do partido na região. Falam-se em polémicas e em falta de apoio das estruturas nacionais e em desentendimentos face aos nomes apresentados. Na verdade o contributo do PSD nestas eleições será o do voto útil, que como se percebe beneficiará o bipartidarismo existente. Fica no ar a dúvida sobre Almodôvar, sendo que é muito prematuro afirmar que pode estar em perigo.
E num ou noutro caso percebem-se as simplicidades genéricas. Num ou noutro caso é latente o entusiasmo com algumas lutas vão contribuir para uma acesa discussão do acessório e essa parece-me ser a maior preocupação, em prejuízo dos interesses das populações e da verdadeira escolha a ser feita.
17 de Abril de 2009
Património e Propriedades

Desconheço muitas das razões subjacentes à defesa de uma comparticipação intermunicipal no funcionamento do Museu Regional de Beja (MRB). Mas discordo desta solução: porque é desajustada de uma realidade económico-social; porque enferma de um princípio provinciano que a constrange a condiciona.
Defendo uma solução local para o MRB, onde a Câmara de Beja seja sua exclusiva tutela e responsável pela sua dinâmica. Não só porque os turistas beneficiam Beja – e essa seria a repetição provinciana do erro – mas porque Beja é a única câmara capaz de lhe garantir uma gestão racional e dinâmica.
Li recentemente sobre a intenção das autarquias em candidatar ao QREN a remodelação deste espaço, e dar-lhe nova vida e ainda uma utilização mais abrangente do seu espólio. E não me aprece justa a participação e envolvência de outras câmaras. Pelo contrário, considero-as contraproducentes à mais valia da afirmação patrimonial de Beja.
Desconheço as razões – embora querendo especular as compreendesse – para que o MRB seja uma partilha regional que foge à sua actividade e conceito histórico. Talvez um dia alguém tenha a coragem de defender este monumento como património cultural e artístico de Beja…
