Também por isto vale a pena lutar. E demonstrar indignação!
Porque nos perdemos nas coisas pequenas e porque alguém age para além das suas responsabilidades. Porque assim não estamos a construir o futuro estamos a definhar... E os casos de irresponsabilidade sucedem-se!
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19 de fevereiro de 2011
INSSONDÁVEIS MISTÉRIOS
17 de fevereiro de 2011
É O BAIXO ALENTEJO!... (II)
A propósito do que aqui escrevi hoje destaco, para reforçar, a opinião de Hélder Guerreiro no seu Alentejo de Baixo.
HG é um destacado dirigente do PS regional e vice-presidente da Câmara de Odemira. Elogio a sua frontalidade e a clareza como expôs soluções. Sejam estas ou outras as soluções o importante e urgente é agir. Defendo estas mas reconheço que não devamos praticar o preconceito porque a necissidade é a da unidade e da força.
9 de fevereiro de 2011
INOPORTUNIDADE
É do senso comum que a pior coisa que pode acontecer à luta civica em defesa do intercidades Beja-Lisboa-Beja é a sua partidarização. Se a iniciativa tivesse nascido no seio de um partido não teria tido o sucesso desta nem alcançado a dimensão que alcançou. Mas como Paulo Arsénio bem argumenta há coisas maiores que as almas humanas: uma necessidade enorme de se apropriarem de tudo e de mais alguma coisa que soe a constestação.
A partidarização por parte do PCP desta questão tem duas desvantagens: desvaloriza o peso e a mobilização civicas e coloca a contestação ao nível dos partidos o que trará maiores dissabores e entraves. Porque esta é uma luta dos Bejenses, dos Baixo-Alentejanos, das pessoas. Nasce da sua perspicácia e da sua revolta. Não é um argumento político.
Foto: Rádio Pax
31 de janeiro de 2011
OS HOMENS DE DEUS
Não sou um homem de fé, mas sim de esperança. Sendo que a linha que separa as duas é bastante ténue, ou que uma e outra possam ser a mesma coisa em determinadas situações e interpretações. Tenho um afastamento relativo face à Igreja, a Católica e outra qualquer. Gosto de entender as religiões, ainda que as minhas dúvidas residam sobretudo nos homens que as governam. Felizmente à excepções!
E acompanho há algum tempo a atitude reflexiva e pro-activa do Bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas. Não é uma atitude exclusivamente espiritual, não é! É também social e cívica. É empenhada e preocupada, com conhecimento sobre a nossa sociedade, construtiva e estimulante.
Ao longo dos tempos o Bispo de Beja tem-nos provocado a reflexão sobre as mais diferentes matérias que dizem respeito à região. Fá-lo sem a soberba dos que muitas vezes teorizam mas nada acrescentam senão divisão, fala com espírito de unidade e de partilha. Com opinião válida e útil. E enche o vazio das nossas falhas num tom suave e solidário. Neste caso, ou noutros em que nos alerta e nos pretende mobilizar D. António Vitalino Dantas dá-nos a força do seu titulo e a esperança vinda dos Homens que nos fazem falta. É um Homem presente que vem ao nosso encontro, um reflexo de Deus em todos os Homens.
Foto: Daqui
27 de janeiro de 2011
O QUE NÃO SOMOS
Assinei a petição há uns dias, por convicção e com duas razões: defender, no limite da minha cidadania, Beja e o Baixo Alentejo, ainda não me esqueci do Baixo Alentejo(!) contra uma resignação tradicional que agora nos prejudica; e por justiça, por identificação ideológica, que não sou socialista só por ter cartão, acredito na igualdade e numa sociedade mais justa e solidária.
Mas não fui ao "assalto", porque não gosto de coisas encenadas, que não são genuínas e que se rendem ao mediatismo das TVs e servem a ânsia dos microfones. Enalteço o esforço e o empenho de quem dinamiza esta reivindicação, sobretudo vindos da "sociedade civil". Mas não me convencem as performances que costumam "matar" as razões e os argumentos. Talvez seja eu quem está errado.
No entanto incomodam-me o silêncio e a passividade de autarcas (com honrosas e públicas excepções), de empresários e agricultores, de entidades publicas e privadas de grande relevância. Não perceberam, ainda, ou não querem perceber o que está em causa: o esvaziamento da nossa região, a sua relativização e a sua submissão, uma vez mais. Por fim, confirmo neste caso o que tantas vezes escrevi e disse: não temos força, não temos lideranças, não somos capazes de nos unir para além dos quintais de cada um. Não somos capazes de nos defender há muitos anos, vacilamos e cedemos sem resistência e agora, como noutros casos de que ninguém já fala, perdemos. Desejo que não seja o caso, assinei a petição...
25 de janeiro de 2011
A LUCIDEZ DAS COISAS PEQUENAS
Há tanta gente que fala por falar, tantas vezes destruindo sem perceber que o faz. São arautos de uma desgraça permanente, fazedores de sonhos perniciosos, que se erguem como moralistas e donos da verdade. O que aqui escrevo nada tem a ver com quem decide, ou sequer questiona as motivações, que desconheço! Escrevo sobre e para quem destrói as memórias, quem divide inventando, quem denigre menosprezando. Sobre quem desrespeita aludindo sempre ao que não se tem quando não se tem.
Não tenho nem nunca tive uma relação de convivío com José Filipe Murteira, antigo Director/Programador do Pax Julia Teatro Municipal. E muitas vezes tive com ele divergências de opinião, de visão e de critérios. Mas sempre lhe reconheci respeito pela minha opinião e o seu profissionalismo. Muito profissionalismo. Nada lhe devo e o próprio nada me deve. Muitas vezes critiquei o seu excesso de funções, que considerei ser o seu pecado. E fiquei-me por aí, porque na estética e na arte não vale a pena querer impor aos outros os nossos gostos. Se fosse eu teria feito diferente, muito diferente, muito à minha maneira. E o leitor? Certamente que também o teria feito. As coisas não mudam com as pessoas, mudam com a coragem dos políticos...
Mas há coisas que me revoltam! Uma meia dúzia de pacóvios, que não conhecem as artes mas que opinam sobre tudo, que não reconhecem a diferença positiva do Pax-Júlia na programação a sul de Portugal, não descansaram enquanto não pressionaram a saída de JFM. Deveria sair? Talvez. Já saiu e isso agora não importa, mas daí a menosprezar o seu trabalho vai um longo caminho. Já não se lembram que o Pax Julia renasceu como fénix. Que marcou o ritmo de uma programação digna e de grande qualidade: cinema, dança, bailado, teatro, performances, música. Tudo para todos os gostos, a maioria das vezes com casa cheia, com produções nacionais, internacionais e (espantem-se!) com criação local! Houve erros? Muitos. Falta de Estratégia? Claro, ainda hoje! E a quem competia as definições?
Quando falam até parece que com a sua saída abriu-se o caminho para a descida de Deus à terra. E de agora em diante tudo será diferente. Será?! Irrita-me este provincianismo. E questiono-me: e se o novo ou nova programador (a) não tiver o "bom gosto dos criticos de arte"? E de agora em diante as companhias de teatro cá da terra melhoram a sua qualidade? Serão mais profissionais? E daqui para a frente estão criadas as condições para uma estratégia de intervenção cultural séria? Talvez, mas não porque saiu um homem! Somos poucos, muito poucos. E insistimos em dividir, em subtrair. Desconsiderando quem deveriamos saber elogiar. José Filipe Murteira tem mérito. Opções à parte.
5 de janeiro de 2011
NOVAMENTE A DESILUSÃO
Uma das razões porque sempre defendi que determinadas empresas públicas não devem sair da tutela do Estado é por as mesmas, enquanto públicas e financiadas pelo OE, prestarem um serviço público e social. A mesma razão serve para tolerar os seus passivos e aceitar os prejuizos das suas contas anuais. É o caso da CP, do Metro, da Carris, dos STCP, SOFLUSA e Transtejo, incluindo os CTT, não deficitário (julgo). São o exemplo de que se os seus serviços fossem prestados por privados sairiam muito mais caros aos consumidores e nem se garantia a abrangência de território, independentemente do objectivo lucro. E é isso que se paga: a garantia de que são social e territorialmente abrangentes, a coesão nacional e a promoção de igualdade de oportunidades e de mobilidade para os cidadãos. Até aqui tudo bem!
Mas se for confirmada a decisão da CP de suprir comboios na ligação intercidades entre Beja e Lisboa, mesmo após uma obra de requalificação e de melhoria do material circulante, com custos avultados para as contas públicas, então a minha tolerância terminará, com a convicção pessoal de que este país não tem rumo nem solução. Ao que parece andam meia duzia de gestores e decisores a brincar com isto enquanto que se exige à sociedade o sacrificio de pagar a sua incompetência. Nem vale a pena argumentar com o Aeroporto, com o crescimento da população prevista para a região, com as previsões de crescimento económico, etc. Não vale a pena porque essa gente só se entende a si mesma! Já exigir a quem nomeia que responsabilize, exeplarmente, quem não cumpre objectivos é um dever nosso!
1 de dezembro de 2010
O SINDROME DA AVESTRUZ I
É publico o que penso de Luís Ameixa, da sua liderança e inércia políticas. Para mim não é novidade que se desresponsabilize de tudo e perante todos, que fuja das questões com a habilidade de o fazer entre as gotas da chuva. Mas neste caso julgo que atingiu o cumulo do ridiculo político. Mais uma "vez nem é carne nem é peixe" exigindo aos outros que sejam qualquer coisa.
Em oito anos (sim oito anos!!) de presidência da federação socialista no Baixo-Alentejo e de deputado nunca deu um sinal de solidariedade aos problemas da região, inclusivé abdicou, levianamente, da defesa do Baixo-Alentejo, acumulou argumentos despropositados sobre educação, saúde, agricultura, desenvolvimento e projectos estruturais. Revelou uma atitude acima dos outros, não digo autista mas de soberba, considerando-se a inteligência regional projectada a partir da Assembleia. E contribuiu, com silêncios, inércia e fragilidades de liderança para o esvaziamento da influência da região no contexto do Alentejo e até do país. Hoje o PS/Baixo-Alentejo não é respeitado, não mobiliza os seus militantes e muito menos os Baixo-Alentejanos.
Perante as vitórias surge como general-paladino e ante as derrotas não se coíbe de responsabilizar os outros. No dilema entre a defesa da realidade regional e as criticas ao governo escolhe não hostilizar quem lhe garante o percurso político que deseja alcançar, o PS nacional e por enquanto Sócrates. É um exemplo de caciquismo retrógado, que alimenta uma máquina satisfazendo ambições, que esvazia o debate das ideias porque não lhe interessa que surjam os que têm pensamento, que se esquiva dos problemas políticos para não se comprometer. Será, na história do PS, e o tempo o testemunhará, o líder que esgotou a militancia e que perdeu a região. Ilude-se governando um partido como se fosse uma sociedade recreativa, com respeito por estes dirigentes amadores da coisa pública.
Em suma, o PS está mal servido de líder e a região de deputados. Já o escrevi e disse muitas vezes. E repito, por convicção e demonstração do próprio. E repito-o ainda, reforçando o que digo para que todos percebam que o PS e os socialistas no Baixo-Alentejo não são aquilo que o Luís Ameixa está a querer demonstrar que são.
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29 de novembro de 2010
A INVARIÁVEL NATUREZA DAS COISAS
O Aeroporto de Beja está destinado à polémica: as administrações, os prazos, a obra, a concessão e a abertura oficial têm servido de mote a polémicas sucessivas sobre este projecto. Agora é a vez do Tribunal de Contas, em relatório, divulgar derrapagens no custo da obra, pouca rentabilidade do projecto, etc.
Pois bem, parece-me que um investimento desta natureza (cerca de 35M Euros), para rentabilização de uma infra-estrutura existente, para dinamização económica e social da região e do país, promotor de exportação de produtos, gerador de receitas de turismo e de centenas de empregos é muito pouco comparado com todas as mais valias que enuncio. Sobretudo quando o total deste investimento é comparticipado pelos fundos comunitários, julgo que em 70%.
Há efectivamente uma derrapagem no tempo, assumida, mas que é constrangedora. Esta sim prejudicial e incompreensível. E julgo, ainda e uma vez mais, que este é o grande calcanhar de Aquiles do projecto: a indefinição criada a partir da falta de sensibilidade política de quem decide mas também das autarquias e dos autarcas que demonstram não ter força, ou interesse, para lutar por uma outra solução que não a da ANA – Aeroportos de Portugal.
Tudo o resto é show off. Inconsequente! Uma vontade imensa de defender a inércia política. Um mau exemplo dos processos de decisão. Um vazio assustador nas visões estratégicas. Porque infelizmente os ciclos eleitorais condicionam muito a acção.
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1 de novembro de 2010
MAIS DO MESMO NÃO

Numa altura em que deveriamos discutir a extinção de várias entidades que se sobrepõem umas às outras, definindo os modelos de gestão e de actuação de instituições como a AMBAAL e a CIMBAL, a Assembleia Distrital, os pólos de Turismo, as associações ambientais e as respectivas empresas, as associações de municípios dos pontos cardeais, ainda existe a ousadia - desporpocional e ilógica - de criar mais um elemento de multiplicação de custos e de funções: a Agência para o Desenvolvimento do Baixo Alentejo.
Esta ideia nascida no Congresso Regional do PS/Baixo-Alentejo é não só uma ideia peregrina como redutora da necessidade de se encontrarem soluções eficientes para melhorar o rendimento da acção pública, com menores custos e em beneficio real das pessoas e do território.
Sou frontalmente contra esta intenção: porque não acrescenta nada de novo; porque baralha, uma vez mais, tudo o que precisa de ser mais claro; porque a sua génese não é sã, considero-a mesmo irresponsável.
Os municípios têm a obrigação de ser mais eficazes e criar modelos de governação intermunicipal sérios e objectivos. Os partidos, que já são - ou devem ser - organizações políticas de intervenção social, têm a responsabilidade das reflexões, do debate e das propostas - sujeitas ao eleitorado para protecção da democracia.
Gostaria de ter visto e ouvido o PS/Baixo-Alentejo a defender um novo modelo intermunicipal, e novas formas de interagir com a sociedade civil: agricultores, empresários, comerciantes, técnicos e especialistas das mais variadas profissões. Poruqe o PS já é um agente importante no desenvolvimento regional, assim o assumisse... Ao contrário deste afastamento proto-intelectual que se cultiva para satisfação egocêntrica de alguns!
E teria aplaudido - com convicção e orgulho - se para o PS/Baixo-Alentejo existisse a preocupação de assumir responsabilidades políticas de governação, pelo menos uma vez nos últimos oito anos. Mas sobre isto nem uma palavra se conhece, nem uma vontade expressa que não a idilica pretensão de multiplicar para fingir resolver.
19 de outubro de 2010
ENTRE CARTAS

Procuro manter uma distância prudente sobre a governação do concelho de Beja. Faço-o por duas razões principais: a mudança concretizada o ano passado é demasiado importante para uma avaliação leviana; e os novos governantes necessitam de tempo e de espaço para agir.
Reconheço ainda que existem muitos ruídos de fundo que acompanham, diariamente, o novo executivo. Este ruído não é mau, é péssimo! E intoxica a seriedade daqueles que o provocam, prestando um mau serviço a qualquer projecto de desenvolvimento que se pretenda implementar. E quem já governou sabe que é assim. E quem deseja governar deve aprender que assim é.
Não é justo querer fazer uma avaliação do trabalho realizado após um ano de mandato. É demagógico, é irresponsável e serve apenas os interesses daqueles que não visam os benefícios colectivos.
Pois bem, para mim, é imaturo analisar, com rigor e com verdade, um mandato de um ano. Devemos fazê-lo na parte final, depois de identificados os tempos e as medidas e se possível o poder comparar, objectivamente, com iguais períodos. E cá estarei nessa altura, espero, para fazer a minha análise e respeitar a dos outros.
O PCP escolheu o caminho mais penoso da crítica truculenta e esse é o pior caminho, o mais desgastante para os próprios e o que mais conforta quem lidera. O PCP deveria sabê-lo, pois lidou no passado com estas atitudes provenientes da oposição.
Entre cartas abertas e contra cartas abertas dirimem-se argumentos mais ou menos generalizados, mas a verdade é que se perde o tempo das coisas, da sensatez e da objectividade.
Esta tentativa de decapitação dos projectos e de personalização dos combates é um jogo perigoso que não favorece nada nem ninguém e que contribui para afastar, afastar, afastar…
Reconheço ainda que existem muitos ruídos de fundo que acompanham, diariamente, o novo executivo. Este ruído não é mau, é péssimo! E intoxica a seriedade daqueles que o provocam, prestando um mau serviço a qualquer projecto de desenvolvimento que se pretenda implementar. E quem já governou sabe que é assim. E quem deseja governar deve aprender que assim é.
Não é justo querer fazer uma avaliação do trabalho realizado após um ano de mandato. É demagógico, é irresponsável e serve apenas os interesses daqueles que não visam os benefícios colectivos.
Pois bem, para mim, é imaturo analisar, com rigor e com verdade, um mandato de um ano. Devemos fazê-lo na parte final, depois de identificados os tempos e as medidas e se possível o poder comparar, objectivamente, com iguais períodos. E cá estarei nessa altura, espero, para fazer a minha análise e respeitar a dos outros.
O PCP escolheu o caminho mais penoso da crítica truculenta e esse é o pior caminho, o mais desgastante para os próprios e o que mais conforta quem lidera. O PCP deveria sabê-lo, pois lidou no passado com estas atitudes provenientes da oposição.
Entre cartas abertas e contra cartas abertas dirimem-se argumentos mais ou menos generalizados, mas a verdade é que se perde o tempo das coisas, da sensatez e da objectividade.
Esta tentativa de decapitação dos projectos e de personalização dos combates é um jogo perigoso que não favorece nada nem ninguém e que contribui para afastar, afastar, afastar…
12 de outubro de 2010
CONSTITUIR PRAXE PARA O FUTURO
A iniciativa de praxe dos alunos da ESTIG Beja de aproveitar o espírito de recepção académica aos novos alunos para promover acções de benefício para a comunidade e para as instituições é um exemplo merecedor de reconhecimento e de estímulo.
Julgo saber quem esteve por detrás desta iniciativa, que felicito, mas a disponibilidade da comissão de praxes e dos alunos em participar em acções deste género são um exemplo de altruísmo e de utilidade de uma prática, até aqui, negativamente conotada com abusos, humilhações e desperdícios.
Nos tempos que correm a necessidade de fazermos mais pelos outros aumenta e uma nova consciencialização dos valores da solidariedade e das acções comunitárias pro bono deve emergir como condição de protecção das nossas próprias identidades cultural e social.
O que estes jovens alunos nos demonstram está para além dos gestos e das palavras: são uma nova força de vontades e de esperança que deveriam fazer-se acompanhar de instituições públicas e empresariais, de cidadãos anónimos disponíveis para o voluntariado, de gente abastada.
Decidir é fácil, o mais difícil é decidir bem, partilhando as visões comuns e os interesses da sociedade. E esta necessidade de decidir em prol dos mais desfavorecidos e desprotegidos, ou daqueles que prestam um serviço público abnegado, é também um imperativo nacional, uma responsabilidade de todos nós.
Enquanto o Estado, que também somos todos nós, não olha com maior sensibilidade para estes exemplos valem-nos as praxes e os homens do futuro, como fios de esperança…
Julgo saber quem esteve por detrás desta iniciativa, que felicito, mas a disponibilidade da comissão de praxes e dos alunos em participar em acções deste género são um exemplo de altruísmo e de utilidade de uma prática, até aqui, negativamente conotada com abusos, humilhações e desperdícios.
Nos tempos que correm a necessidade de fazermos mais pelos outros aumenta e uma nova consciencialização dos valores da solidariedade e das acções comunitárias pro bono deve emergir como condição de protecção das nossas próprias identidades cultural e social.
O que estes jovens alunos nos demonstram está para além dos gestos e das palavras: são uma nova força de vontades e de esperança que deveriam fazer-se acompanhar de instituições públicas e empresariais, de cidadãos anónimos disponíveis para o voluntariado, de gente abastada.
Decidir é fácil, o mais difícil é decidir bem, partilhando as visões comuns e os interesses da sociedade. E esta necessidade de decidir em prol dos mais desfavorecidos e desprotegidos, ou daqueles que prestam um serviço público abnegado, é também um imperativo nacional, uma responsabilidade de todos nós.
Enquanto o Estado, que também somos todos nós, não olha com maior sensibilidade para estes exemplos valem-nos as praxes e os homens do futuro, como fios de esperança…
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8 de outubro de 2010
O QUE É RELEVANTE?

Desculpem ir contra a maré de entusiasmo que ocupa os espaços do blogues nos últimos dias a respeito de uma “palhaçada” que envolve um vereador e um presidente de câmara.
Parece-me de todo irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro, sobretudo nos dias que correm. Pouco me importa que o ofensor seja “punido” com a obrigação de se demitir ou de ser demitido. É-me indiferente que da discussão acalorada, como todas as que se vivem na Câmara de Beja costumam ser hoje em dia, resultem danos morais entre eleitos.
No fundo o que me parece relevante e perigoso é que não se discutam os assuntos sérios e de facto importantes para o concelho. Uma e outra vez, demasiadas vezes, se têm criado elementos de intoxicação sobre a acção governativa da câmara, incluindo a oposição CDU.
Entre a Beja Wine Nigth e a sanidade financeira da autarquia e até o insólito da última reunião parece que tudo o que é pouco e mesquinho interessa como tema de conversa. E quanto ao futuro, e quanto à conjuntura actual, pouco se diz e se escreve.
Leio pouco – por ausência de escritos – sobre os efeitos da crise na nossa terra e na nossa região, escreve-se pouco sobre o agravamento das condições sociais, diz-se muito pouco ou nada sobre as políticas e as opções estratégicas. Exige-se quase nada aos responsáveis e decisores. Talvez porque não estimulam a má-língua e a intriga. E ao Povo deve-se mais respeito, porque é muito maior que a minoria que se dilicia em comentários anónimos e combativos.
Pois bem é de facto irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro quando o que se exige é tão pouco ou nada…
Parece-me de todo irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro, sobretudo nos dias que correm. Pouco me importa que o ofensor seja “punido” com a obrigação de se demitir ou de ser demitido. É-me indiferente que da discussão acalorada, como todas as que se vivem na Câmara de Beja costumam ser hoje em dia, resultem danos morais entre eleitos.
No fundo o que me parece relevante e perigoso é que não se discutam os assuntos sérios e de facto importantes para o concelho. Uma e outra vez, demasiadas vezes, se têm criado elementos de intoxicação sobre a acção governativa da câmara, incluindo a oposição CDU.
Entre a Beja Wine Nigth e a sanidade financeira da autarquia e até o insólito da última reunião parece que tudo o que é pouco e mesquinho interessa como tema de conversa. E quanto ao futuro, e quanto à conjuntura actual, pouco se diz e se escreve.
Leio pouco – por ausência de escritos – sobre os efeitos da crise na nossa terra e na nossa região, escreve-se pouco sobre o agravamento das condições sociais, diz-se muito pouco ou nada sobre as políticas e as opções estratégicas. Exige-se quase nada aos responsáveis e decisores. Talvez porque não estimulam a má-língua e a intriga. E ao Povo deve-se mais respeito, porque é muito maior que a minoria que se dilicia em comentários anónimos e combativos.
Pois bem é de facto irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro quando o que se exige é tão pouco ou nada…
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26 de maio de 2009
Realizar a mudança

O processo eleitoral autárquico em curso exige dos eleitores uma atenção especial. Defendo que nunca como agora o PS e o PCP estiveram em condições de proporcionar um combate político tão aceso e imprevisível. As duas forças políticas têm feito, com as escolhas dos candidatos, uma aposta forte na conquista de câmaras municipais e na manutenção do poder que cada uma detém.
No caso de Beja, onde considero decidir-se a eleição mais importante para o futuro da região, o desafio dos partidos passa pela interpretação dos cidadãos quanto aos modelos de governação e aos líderes que desejam ter. E seria de todo importante que os eleitores se envolvessem com a reflexão própria das grandes decisões.
Sou dos que defendem uma mudança. Uma alteração dos modelos de governação e dos princípios visionários que de uma vez por todas projectem este concelho no futuro e com a vantagem de assumir Beja como a capital da região: uma sede de interesses económicos e de exemplos sociais, um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da geração de ideias e de projectos capaz de pensar esta terra para além do limite temporal dos actos eleitorais, o epicentro de novas políticas e de uma ambição que nos tem faltado e de que tanto carecemos.
Por tudo isto defendo que a candidatura de Jorge Pulido Valente é a plataforma de mudança, de melhoria da qualidade de vida e de construção de novas bases para o progresso. E ao contrário do que alguns querem fazer crer, em tom de desinformação, esta candidatura tem conquistado os apoios e a abrangência necessárias para corporizar a mudança. Ou seja, a vitória de Jorge Pulido Valente em Beja é uma realidade possível, alcançável com o reforço da confiança dos bejenses que desejam a mudança e que sabem no seu íntimo a importância de evoluir noutro sentido.
E para os interessados e defensores da transformação do nosso concelho para melhor fica a responsabilidade de construir diálogos e de fazer engrossar os apoios e os eleitores. No dia-a-dia, na rua e nos cafés, na liberdade de expressão de cada um e com a mais valia de contribuirmos todos para a realização da mudança.
No caso de Beja, onde considero decidir-se a eleição mais importante para o futuro da região, o desafio dos partidos passa pela interpretação dos cidadãos quanto aos modelos de governação e aos líderes que desejam ter. E seria de todo importante que os eleitores se envolvessem com a reflexão própria das grandes decisões.
Sou dos que defendem uma mudança. Uma alteração dos modelos de governação e dos princípios visionários que de uma vez por todas projectem este concelho no futuro e com a vantagem de assumir Beja como a capital da região: uma sede de interesses económicos e de exemplos sociais, um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da geração de ideias e de projectos capaz de pensar esta terra para além do limite temporal dos actos eleitorais, o epicentro de novas políticas e de uma ambição que nos tem faltado e de que tanto carecemos.
Por tudo isto defendo que a candidatura de Jorge Pulido Valente é a plataforma de mudança, de melhoria da qualidade de vida e de construção de novas bases para o progresso. E ao contrário do que alguns querem fazer crer, em tom de desinformação, esta candidatura tem conquistado os apoios e a abrangência necessárias para corporizar a mudança. Ou seja, a vitória de Jorge Pulido Valente em Beja é uma realidade possível, alcançável com o reforço da confiança dos bejenses que desejam a mudança e que sabem no seu íntimo a importância de evoluir noutro sentido.
E para os interessados e defensores da transformação do nosso concelho para melhor fica a responsabilidade de construir diálogos e de fazer engrossar os apoios e os eleitores. No dia-a-dia, na rua e nos cafés, na liberdade de expressão de cada um e com a mais valia de contribuirmos todos para a realização da mudança.
23 de maio de 2009
Nós europeus, também!

Começam hoje as eleições europeias. Em castelhano e em português, como manda a boa vizinhança e o interesse de uma Europa onde o iberísmo seja, no futuro, uma mais valia para o progresso das políticas e das ideias.
E tal como no conjunto os estados se unem nos interesses maiores também as regiões o devem fazer. Porque a Europa ainda é a estrutura económica e política das regiões, que se pretende desenvolver na proximidade do povo e em prol das expectativas dos cidadãos da europa.
Por isso a necessidade de validar as escolhas e de direccionar a governação da europa baseia-se no voto diversificado dos cidadãos, independentemente das nacionalidades ou das culturas sociológicas que os definem. A europa que se pretende construir e que vai no caminho há muito ambicionado do federalismo e da união política precisa da participação de cada um de nós. E a participação dos baixo-alentejanos é igualmente decisiva e importante, tanto como a dos europeus de Paris, de Londres, de Berlim, ou de outra cidade qualquer.
Muitos de nós ignoram e outros fazem por esquecer que as vantagens financeiras da Europa têm permitido à nossa região construir as bases para o progresso: as barragens e as estradas, os instrumentos de apoio à conversão agrícola, as novas tecnologias e o apoio estrutural à qualificação e formação, os incentivos às empresas e aos novos modelos associativos marcam hoje, de forma mais discreta ou não, a importância da Europa no nosso quotidiano.
É então que se torna fundamental participar neste acto eleitoral, mesmo que a opção seja a de crítica e de discordância usando as opções de voto de protesto. Mas participando! Porque nós baixo-alentejanos somos também europeus.
11 de maio de 2009
Até quando?

Assusta-me o período de indecisão e de incógnita que se vive em torno do aeroporto de Beja. Ao longo dos últimos meses tenho escrito e falado sobre o assunto, sempre em tom crítico e de espanto sobre a forma como o processo tem decorrido. E numa coisa parece que estou certo: a influência da região, os seus poderes, no projecto é nula e isso reflecte-se no estado a que chegou.
É demasiado grave a passividade e a ausência de força política desta região. O que se passa neste caso, como em outros semelhantes, demonstra aos que teimam em não querer aceitar o quanto estamos mal servidos de soluções e de lideranças políticas e o quanto urge promover a renovação de quadros e de dirigentes.
Em conclusão, o aeroporto de Beja pouco diz a esta gente, ou nada em alguns casos. O tema serviu e ainda serve para recrutar mais valias eleitorais em forma de demagogia e populismo. Mas no final de contas andamos a ser gozados, e parece que apreciamos a atitude. Ainda nos vale a visão e paciência de um ou outro autarca e a resistência do Conselho de Administração. Mas até quando?
É demasiado grave a passividade e a ausência de força política desta região. O que se passa neste caso, como em outros semelhantes, demonstra aos que teimam em não querer aceitar o quanto estamos mal servidos de soluções e de lideranças políticas e o quanto urge promover a renovação de quadros e de dirigentes.
Em conclusão, o aeroporto de Beja pouco diz a esta gente, ou nada em alguns casos. O tema serviu e ainda serve para recrutar mais valias eleitorais em forma de demagogia e populismo. Mas no final de contas andamos a ser gozados, e parece que apreciamos a atitude. Ainda nos vale a visão e paciência de um ou outro autarca e a resistência do Conselho de Administração. Mas até quando?
6 de maio de 2009
Lição de vida
Na primeira edição da nova revista 30 DIAS detive a minha atenção na entrevista concedida pelo Dr. Aníbal Coelho da Costa, médico de Ferreira do Alentejo, lutador pela democracia no período do Estado Novo, ex-deputado e histórico militante e dirigente socialista.E desta entrevista nasceu-me a imagem do tempo, da serenidade dos homens que passam pelas coisas da vida e que as cultivam como memórias ou como ensinamentos. A mensagem é tão clara como é puro o tom tranquilo de um homem repleto de experiências diversas. Aos 78 anos o Dr. Aníbal Costa revive o passado com a clareza de uma imagem de ontem, não de anteontem, sem tabus e de peito aberto assume a verticalidade dos homens que vivem pelas convicções, com princípios e alicerçados em valores. Em nome do futuro.
Conheci-o há muitos anos quando me filiei no PS, há 17 anos portanto, era na altura presidente da Comissão Política Regional do PS e deputado eleito pelo Baixo-Alentejo.
E apesar do respeito que sempre me mereceu, porque me foi dado a conhecer pelo saudoso Carlos Queixinhas o seu curriculum politico, tive no choque das gerações a dificuldade em aceitar algumas opiniões e pensamentos, que me pareciam na época insuficientes perante os novos desafios. E também outras forças e vontades contribuíram para que nunca tivesse privado com ele no sentido de beber na fonte a sabedoria e a experiência políticas e pessoais, como o fiz com outros camaradas como o eng.º Barriga, o Queixinhas entre outros. E recuando na memória, como se fosse um acerto de contas, no fim de tudo quem perdeu fui eu, por incapacidade e imaturidade.
Muitas vezes – aprendi nesta curta vida – podemos estar perante o homem e continuar a desconhecer a sua dimensão. E é o que sinto relativamente ao Dr. Costa. Por ironia da vida, daquelas ironias positivas que nos fazem crescer e reaver oportunidades, encontro nas páginas de uma revista um pouco daquilo que não tive inteligência para aprender há 17 anos atrás: a dimensão das pessoas não está nas suas palavras nem nos pensamentos circunstanciais, mas sim num somatório de dias e de anos de vida desenhados por actos concretos que nos dão o direito de dizer “Já só me falta morrer!”. E este legado, em forma de esperança, que sai da boca de quem viveu tanto e tão intensamente deve ser um exemplo para mim e para os da minha geração.
Mea Culpa…
4 de maio de 2009
Respeito
A notícia do falecimento de Joaquim Figueira Mestre entristece o dia de hoje e os de amanhã desta cidade e desta região. Não tive nunca a oportunidade de privar consigo mais do que num cumprimento cordial e respeitador. E esse respeito que adquiri ao longo dos anos por um dos homens que fez por esta cidade e por esta região um trabalho positivo e marcante numa das áreas mais dificeis como a cultura e os livros não morre aqui. Continua, porque a sua obra literária nos deixa as referências e porque o seu trabalho como Director da Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja, nos deixa o exemplo a seguir. E continua ainda porque o mérito dos cidadãos da estirpe de Figueira Mestre merecem o tempo infinito da memória.Com sucesso!
Embora não sejam revelados os números de visitantes que teve a 26ª Ovibeja é fácil constatar – para quem lá foi é óbvio – que esta edição demonstrou a dinâmica e a aceitação social que fazem deste evento um dos mais importantes do país. Para além das visitas distintas de políticos e de outras figuras, muito além dos concertos e dos artistas a Ovibeja funda-se na participação do público. E esta é uma realidade indesmentível. O público brinda com grandes multidões cada dia de feira. E esse é um prémio justo que a organização merece e que os seus cépticos críticos não conseguem justificar.
Há muito tempo atrás defendi a inteligente medida de diminuição de dias – de 9 para 5 – e argumentei com o aumento da qualidade de uma dinâmica mais ajustada às expectativas dos visitantes e dos expositores. É evidente, não que eu tinha razão mas que a organização estava certa nesta aposta. E não me parece que se tenha perdido algo com isso. Pelo contrário: a cidade ganhou num espaço limitado de 5 dias uma actividade extraordinária e apenas expectável com a Ovibeja.
É certo que há um caminho a fazer no futuro imediato para criar novas atracções e mais inovação e modernidade. É bem verdade que esse percurso não pode ser feito radicalmente pondo em causa a essência do evento. Mas é um facto que a organização deverá dar corpo a novas soluções e a alguns pormenores, que certamente melhorarão o evento. Mas para quem se envolve neste tipo de iniciativas – e sobretudo uma que tem mais de um quarto de século – sabe que estas coisas nunca estão esgotadas, ou fechadas nas suas fórmulas. E a Ovibeja tem demonstrado ao longo dos tempos a capacidade de se adaptar. Com sucesso!
Há muito tempo atrás defendi a inteligente medida de diminuição de dias – de 9 para 5 – e argumentei com o aumento da qualidade de uma dinâmica mais ajustada às expectativas dos visitantes e dos expositores. É evidente, não que eu tinha razão mas que a organização estava certa nesta aposta. E não me parece que se tenha perdido algo com isso. Pelo contrário: a cidade ganhou num espaço limitado de 5 dias uma actividade extraordinária e apenas expectável com a Ovibeja.
É certo que há um caminho a fazer no futuro imediato para criar novas atracções e mais inovação e modernidade. É bem verdade que esse percurso não pode ser feito radicalmente pondo em causa a essência do evento. Mas é um facto que a organização deverá dar corpo a novas soluções e a alguns pormenores, que certamente melhorarão o evento. Mas para quem se envolve neste tipo de iniciativas – e sobretudo uma que tem mais de um quarto de século – sabe que estas coisas nunca estão esgotadas, ou fechadas nas suas fórmulas. E a Ovibeja tem demonstrado ao longo dos tempos a capacidade de se adaptar. Com sucesso!
30 de abril de 2009
A partir de hoje nas bancas

A partir de hoje, dia 30, nas bancas da região. Uma alternativa de credibilidade jornalistíca, de informação e de actualidade. Uma fonte de novas perspectivas com uma imagem centrada no Baixo Alentejo nas suas gentes e nos exemplos, bons e maus, que fazem o nosso quotidiano.
Uma revista mensal, com a história e os protagonistas, com as ideias do futuro e um presente de merecidas reflexões.
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