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15 de dezembro de 2010

OS LUGARES NUNCA SE DEIXAM VAGOS


A nova dinâmica mediática do PSD no Distrito liderada por Mário Simões não é de estranhar. MS pode ter muitos defeitos, como todos, mas é combativo e determinado nas suas acções. Conheço-o do tempo em que confrontavamos as lideranças da JS e da JSD a nível distrital há mais de uma década. E sei que ele é assim, não desiste de intervir, mesmo que seja um disparate o que tem para dizer e muitas vezes o próprio sabe que será um disparate.

Mas tanto mediatismo não é despropositado. Vem da sua personalidade mas também de dois aspectos fundamentais em política: em primeiro, criou as condições de unidade em torno da sua candidatura e fê-lo sentando à mesa, em sua volta, as partes em conflito. É uma vitória indesmentível que o credibiliza até junto daqules que não simpatizam com ele. Que diz muito da sua capacidade de agir tanto como fala - e discordo do que tem para dizer na maioria das vezes; em segundo, ganha o espaço vazio deixado pelo PS regional, que sem intervenção coerente e estratégica, sem capacidade ou sem habilidade para defender os projectos regionais lhe permite semana após semana marcar a agenda política. E a haver eleições antecipadas...

Estes factores poderão parecer irrelevantes mas não o são porque em política quando comprometemos uns (PSD) e anulamos outros (PS) temos todas as condições para afirmar a nossa voz, mesmo que seja muita demagogia... sobretudo se for com demagogia. E Mário Simões sabe bem que se devem ocupar os lugares vagos.

1 de dezembro de 2010

O SINDROME DA AVESTRUZ I

É publico o que penso de Luís Ameixa, da sua liderança e inércia políticas. Para mim não é novidade que se desresponsabilize de tudo e perante todos, que fuja das questões com a habilidade de o fazer entre as gotas da chuva. Mas neste caso julgo que atingiu o cumulo do ridiculo político. Mais uma "vez nem é carne nem é peixe" exigindo aos outros que sejam qualquer coisa.

Em oito anos (sim oito anos!!) de presidência da federação socialista no Baixo-Alentejo e de deputado nunca deu um sinal de solidariedade aos problemas da região, inclusivé abdicou, levianamente, da defesa do Baixo-Alentejo, acumulou argumentos despropositados sobre educação, saúde, agricultura, desenvolvimento e projectos estruturais. Revelou uma atitude acima dos outros, não digo autista mas de soberba, considerando-se a inteligência regional projectada a partir da Assembleia. E contribuiu, com silêncios, inércia e fragilidades de liderança para o esvaziamento da influência da região no contexto do Alentejo e até do país. Hoje o PS/Baixo-Alentejo não é respeitado, não mobiliza os seus militantes e muito menos os Baixo-Alentejanos.

Perante as vitórias surge como general-paladino e ante as derrotas não se coíbe de responsabilizar os outros. No dilema entre a defesa da realidade regional e as criticas ao governo escolhe não hostilizar quem lhe garante o percurso político que deseja alcançar, o PS nacional e por enquanto Sócrates. É um exemplo de caciquismo retrógado, que alimenta uma máquina satisfazendo ambições, que esvazia o debate das ideias porque não lhe interessa que surjam os que têm pensamento, que se esquiva dos problemas políticos para não se comprometer. Será, na história do PS, e o tempo o testemunhará, o líder que esgotou a militancia e que perdeu a região. Ilude-se governando um partido como se fosse uma sociedade recreativa, com respeito por estes dirigentes amadores da coisa pública.

Em suma, o PS está mal servido de líder e a região de deputados. Já o escrevi e disse muitas vezes. E repito, por convicção e demonstração do próprio. E repito-o ainda, reforçando o que digo para que todos percebam que o PS e os socialistas no Baixo-Alentejo não são aquilo que o Luís Ameixa está a querer demonstrar que são.


5 de novembro de 2010

NEM TUDO É O QUE PARECE


O exemplo de governação de Nelson Brito, presidente da Câmara de Aljustrel, deveria ser uma caso de estudo e de reflexão para muitos, sobretudo para os que duvidam dos jovens e questionam as competências das gerações que - naturalmente - os substituirão.

Refiro-me à iniciativa de promover um Orçamento Participativo: é um acto de gestão para além da gestão, é um ensinamento de democracia e de promoção plena da cidadania. Um verdadeiro caso de valorização da coisa pública.

E conhecendo o NB como conheço afirmo que acredita no que está a fazer, defendendo a democracia como o melhor sistema, procurando envolver todos com sentido de justiça e agindo com sentido de serviço público.

Hoje pode parecer precipitado para muitos, mas aposto que brevemente muitos lhe seguirão o exemplo, ou por convicção, ou por necessidade eleitoralista. Seja como for seguirão o exemplo e ganham as populações.

Muitas vezes nem tudo o que parece é e Nelson Brito não é só um jovem que por acaso ganhou umas eleições que ninguém esperava que ganhasse. É muito mais: é um excelente autarca, de uma nova geração, com novas políticas e formas de estar, que importa estimular para mudar o estado a que isto chegou.

2 de novembro de 2010

PÔR FIM AO PIDDAC


A reivindicação em torno das verbas do PIDDAC para o Distrito de Beja é uma perda de tempo: o PIDDAC não é mais que um instrumento orçamental virtual, de intenções, nem todas boas, que não servem nem de compromisso nem de coisa alguma.

O que era o PIDDAC há uns anos não tem a ver com o que é actualmente. Nem em verbas nem no que respeita à abrangência. Note-se que a maior parte da planificação orçamental do PIDDAC está agora esbatida nas respectivas áreas e nos seus orçamentos: saúde, educação, estradas, etc. E sobretudo a capacidade de investimento dos projectos provem dos fundos comunitários e de outras formas de financiamento públicas.

Mas mais deflagrante é a satisfação de alguns políticos em ver inscritas verbas num plano de investimentos do Estado que por regra tem uma taxa de execução residual e que delega de ano para ano as mesmas verbas.

Posto isto parece-me justo e inteligente que os políticos, em vez de reclamar sobre o que não tem significado, deveriam defender a extinção deste instrumento e exigir melhores compromissos nas áreas sectoriais. Mas no caso este PIDDAC serve os interesses de reivindicação do PCP que adora cultivar a critica destrutiva do "contra tudo e todos".


1 de novembro de 2010

MAIS DO MESMO NÃO


Numa altura em que deveriamos discutir a extinção de várias entidades que se sobrepõem umas às outras, definindo os modelos de gestão e de actuação de instituições como a AMBAAL e a CIMBAL, a Assembleia Distrital, os pólos de Turismo, as associações ambientais e as respectivas empresas, as associações de municípios dos pontos cardeais, ainda existe a ousadia - desporpocional e ilógica - de criar mais um elemento de multiplicação de custos e de funções: a Agência para o Desenvolvimento do Baixo Alentejo.

Esta ideia nascida no Congresso Regional do PS/Baixo-Alentejo é não só uma ideia peregrina como redutora da necessidade de se encontrarem soluções eficientes para melhorar o rendimento da acção pública, com menores custos e em beneficio real das pessoas e do território.

Sou frontalmente contra esta intenção: porque não acrescenta nada de novo; porque baralha, uma vez mais, tudo o que precisa de ser mais claro; porque a sua génese não é sã, considero-a mesmo irresponsável.

Os municípios têm a obrigação de ser mais eficazes e criar modelos de governação intermunicipal sérios e objectivos. Os partidos, que já são - ou devem ser - organizações políticas de intervenção social, têm a responsabilidade das reflexões, do debate e das propostas - sujeitas ao eleitorado para protecção da democracia.

Gostaria de ter visto e ouvido o PS/Baixo-Alentejo a defender um novo modelo intermunicipal, e novas formas de interagir com a sociedade civil: agricultores, empresários, comerciantes, técnicos e especialistas das mais variadas profissões. Poruqe o PS já é um agente importante no desenvolvimento regional, assim o assumisse... Ao contrário deste afastamento proto-intelectual que se cultiva para satisfação egocêntrica de alguns!

E teria aplaudido - com convicção e orgulho - se para o PS/Baixo-Alentejo existisse a preocupação de assumir responsabilidades políticas de governação, pelo menos uma vez nos últimos oito anos. Mas sobre isto nem uma palavra se conhece, nem uma vontade expressa que não a idilica pretensão de multiplicar para fingir resolver.

22 de outubro de 2010

REGIONALIZAR SIM, MAS AGORA NÃO


Sou um defensor convicto da regionalização e um inequívoco apoiante da Região Baixo-Alentejo. Mas numa altura em que se começa a falar da criação das regiões, conciliando esta reforma no espírito de uma revisão constitucional parece-me inoportuno decidir sobre o tema.

Digo-o por várias razões: as prioridades imediatas do país são o combate ao défice e à crise financeira internacional; o mapa das regiões deve ser sufragado em referendo popular e não por aprovação parlamentar; a reforma administrativa do estado deve ser, agora, mais reflectida e profunda incluindo a reestruturação de concelhos e de freguesias, bem como da administração central.

Defendo que esta reestruturação administrativa do estado deve ser iniciada a partir do nada, como se começássemos de novo. Um género de refundação do país, que eliminasse os vícios de uma administração complexa, promíscua e ineficiente. Que refundasse concelhos e freguesias, que tornasse o estado menos gastador e mais eficaz nas respostas às necessidades e expectativas das populações. Um Estado promotor de progresso.

E politicamente é um erro discutir a regionalização. Será comprometer a verdadeira execução desta reforma para o futuro e criar um modelo desajustado da realidade, que serve unicamente a propensão portuguesa de resolver problemas à pressa e de forma atabalhoada.

19 de outubro de 2010

ENTRE CARTAS


Procuro manter uma distância prudente sobre a governação do concelho de Beja. Faço-o por duas razões principais: a mudança concretizada o ano passado é demasiado importante para uma avaliação leviana; e os novos governantes necessitam de tempo e de espaço para agir.

Reconheço ainda que existem muitos ruídos de fundo que acompanham, diariamente, o novo executivo. Este ruído não é mau, é péssimo! E intoxica a seriedade daqueles que o provocam, prestando um mau serviço a qualquer projecto de desenvolvimento que se pretenda implementar. E quem já governou sabe que é assim. E quem deseja governar deve aprender que assim é.

Não é justo querer fazer uma avaliação do trabalho realizado após um ano de mandato. É demagógico, é irresponsável e serve apenas os interesses daqueles que não visam os benefícios colectivos.

Pois bem, para mim, é imaturo analisar, com rigor e com verdade, um mandato de um ano. Devemos fazê-lo na parte final, depois de identificados os tempos e as medidas e se possível o poder comparar, objectivamente, com iguais períodos. E cá estarei nessa altura, espero, para fazer a minha análise e respeitar a dos outros.

O PCP escolheu o caminho mais penoso da crítica truculenta e esse é o pior caminho, o mais desgastante para os próprios e o que mais conforta quem lidera. O PCP deveria sabê-lo, pois lidou no passado com estas atitudes provenientes da oposição.

Entre cartas abertas e contra cartas abertas dirimem-se argumentos mais ou menos generalizados, mas a verdade é que se perde o tempo das coisas, da sensatez e da objectividade.

Esta tentativa de decapitação dos projectos e de personalização dos combates é um jogo perigoso que não favorece nada nem ninguém e que contribui para afastar, afastar, afastar…

8 de outubro de 2010

O QUE É RELEVANTE?


Desculpem ir contra a maré de entusiasmo que ocupa os espaços do blogues nos últimos dias a respeito de uma “palhaçada” que envolve um vereador e um presidente de câmara.

Parece-me de todo irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro, sobretudo nos dias que correm. Pouco me importa que o ofensor seja “punido” com a obrigação de se demitir ou de ser demitido. É-me indiferente que da discussão acalorada, como todas as que se vivem na Câmara de Beja costumam ser hoje em dia, resultem danos morais entre eleitos.

No fundo o que me parece relevante e perigoso é que não se discutam os assuntos sérios e de facto importantes para o concelho. Uma e outra vez, demasiadas vezes, se têm criado elementos de intoxicação sobre a acção governativa da câmara, incluindo a oposição CDU.

Entre a Beja Wine Nigth e a sanidade financeira da autarquia e até o insólito da última reunião parece que tudo o que é pouco e mesquinho interessa como tema de conversa. E quanto ao futuro, e quanto à conjuntura actual, pouco se diz e se escreve.

Leio pouco – por ausência de escritos – sobre os efeitos da crise na nossa terra e na nossa região, escreve-se pouco sobre o agravamento das condições sociais, diz-se muito pouco ou nada sobre as políticas e as opções estratégicas. Exige-se quase nada aos responsáveis e decisores. Talvez porque não estimulam a má-língua e a intriga. E ao Povo deve-se mais respeito, porque é muito maior que a minoria que se dilicia em comentários anónimos e combativos.

Pois bem é de facto irrelevante que alguém chame “palhaço” a outro quando o que se exige é tão pouco ou nada…

6 de outubro de 2010

O ALENTEJO DE BAIXO


Descobri há uns dias um novo espaço de reflexão na blogoesfera: o Alentejo de Baixo, editado pelo Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro. Para além de me identificar com muito do que escreve - como neste caso da regionalização - parece-me oportuno e valioso o seu contributo na esfera das ideias e dos pensamentos.


Hélder Guerreiro dá-nos uma visão de alguém que vive no Litoral, de um concelho - Odemira - que muitas vezes nos passa ao lado como sendo parte de nós e da nossa terra, mas que ainda o é e devemos lutar para que continue a ser!


Digo e repito que nos faz falta a massa cinzenta e a exposição das ideias, para que não fiquemos refens dos outros e das suas vontades e imposições.


Bem Vindo e Boas Ideias.

27 de setembro de 2010

POR ENQUANTO AEROPORTO?


A indefinição e os sucessivos atrasos na operacionalidade do Aeroporto de Beja são uma contrariedade nas perspectivas de desenvolvimento regional para a qual já não existe nem paciência nem entendimento.

É cada vez mais difícil explicar o que se passa, ou melhor o que não se passa. Um projecto desta dimensão deveria estar, em primeiro lugar, enraizado na comunidade para despertar interesses e motivar iniciativas empresariais. Deveria, mas nunca esteve e temo que venha a estar!

O problema vem de trás: um inicio conturbado e céptico que fez deste projecto um campo de batalha politico-partidário, que se foi desviando, avançando e recuando consoante o momento presente – agora passado – e não a preparação do futuro.

Nas condições actuais do país e pela necessidade de aumentar exportações, gerar emprego e dinamizar as economias regional e nacional é vital que o projecto avance sem mais burocracias e lutas fúteis de protagonismo.

Já o escrevi e disse publicamente em inúmeras ocasiões que a falta de união dos interesses regionais na defesa do Aeroporto de Beja serviria, com o tempo, como dificuldade no funcionamento da infra-estrutura e na sua melhor rentabilização. Disse-o e reafirmo. Sobretudo no que respeita ao erro de atribuir à ANA – Aeroportos de Portugal a concessão do equipamento em detrimento da EDAB.

Na altura preguei sozinho para o deserto e parece que agora se vislumbram argumentos e pensamentos que subscrevem os meus. Mas já sem força de negociação e de intervenção.

21 de agosto de 2009

A CDU na Cabeça Gorda!...


Na Cabeça Gorda a CDU revela-se e desfaz o véu moral que usa na retórica dos discursos da perfeição das ideias e das práticas. No fundo a CDU é aquilo que sempre pensei que fosse: um poço fundo de contradições entre a palavra e o acto - "Faz o que te digo, não faças o que faço" - apesar de insistirem nos atestados de ignorância que passam ao Povo. Sim, ao Povo que tanto clamam respeitar e defender.


A CDU não tem ideias que ultrapassem o discurso redondo da defesa dos trabalhadores e de uma sociedade nacionalizada e unipartidária. O que a CDU defende à boca pequena nos cafés e nos mercados da boataria já é por si um atentado à liberdade e à democracia. Não há candidato que os confronte que não seja rotulado de tudo e mais alguma coisa de imoral, de incompetente, de incapaz, etc. Todos os que não estão com eles, estão contra eles. Todos os que ousem desafiar os seus poderes são, à partida, destituídos das suas funções cívicas.


A CDU na Cabeça Gorda ocupou os espaços da democracia e da via pública com um ataque de baixo nível político, generalizado e ofensivo às pessoas e às suas memórias. Para a CDU na Cabeça Gorda "Eles oferecem consultas, empregos e vinho!", ELES, uns quaisquer que por aí andam que não estão com a CDU. ELES, os que os desafiam sem medo e com a coragem das ideias e o empenho do saber saber e a competência do saber fazer. ELES, que os assustam ao ponto de os fazer perder a cabeça e revelar o seu intímo mais negro da baixa política.


A CDU na Cabeça Gorda faz valer uma onda de propaganda pura e dura em período eleitoral, que por regra acusam os outros de fazer. Apressam-se em obras e mais obras para que o Povo não os ignore na hora de escolher. A CDU na Cabeça Gorda levou 4 anos a fazer festas e passeios para iludir o Povo e agora acusa os outros, os ELES, de propaganda e demagogia. Mas a CDU na Cabeça Gorda esquece, ou faz ignorar, que na mesma boca pequena enaltece a disponibilidade do seu candidato à Câmara no apoio às pessoas para lhes resolver problemas de saúde, como se isso fosse um valor da capacidade de ser um bom Presidente de Câmara.
E a CDU na Cabeça Gorda ignora as ideias e o debate da Democracia, porque lhe interessa baralhar o Povo e reprimir os seus medos. Fazem-no com a clareza da água limpída, sem esconderem já os meios da ofensa. A CDU na Cabeça Gorda justifica por si só as razões de um voto de protesto e de alternativa à calúnia e à falta de liberdade.

4 de agosto de 2009

O futuro. E agora?




Hoje reencontrei um Amigo, um Camarada de aventuras jovens de outro tempo. Numa visita a Moura dei de caras com um outdoor da campanha autárquica MOURA VIVA, liderada pelo Rui Apolinário. E coincidências da vida encontrei-o pessoalmente. a introdução serve o propósito de esclarecer a visão, como uma declaração de interesses, que por amizade e admiração me prendem ao Rui.


Não sendo de Moura e um grande conhecedor da sua realidade não deixo de estar atento e informado sobre o que se passando nos concelhos do meu Distrito. E sobre Moura tenho uma opinião formada há algum tempo, relativamente aos últimos anos: o Concelho perdeu as influências e o peso político nas políticas de desenvolvimento regional, vive afastado do progresso e está cada vez mais ultrapassado nas ambições e nas perspectivas de crescimento económico e valorização social. É verdade que uma iniciativa se louva - e já aqui o referi: a central fotovoltaica de Amareleja. Mas não é suficiente, nem justifica o marasmo e a paralisia económica e social!

Noutros tempos, lembro-me bem, não se decidia Alqueva sem a intervenção de Moura, não se constituiriam regiões de turismo sem preponderância da Cidade Salúquia. Naqueles tempos, relembro, Moura estava na senda do progresso, na liderança dos projectos infraestruturais da região e afirmava-se como a Vice-Capital da Região Baixo Alentejo. Hoje já não é assim. Com pena minha e sobretudo, com prejuízo dos seus habitantes.

A candidatura do Rui Apolinário é, a meu ver, uma lufada de ar fresco. Um assomo de esperança. Uma renovação necessária. Um sinal de liberdades e de convicções e valores.

Sei do seu empenho nas causas e da sua responsabilidade nos actos. Conheço as suas ideias determinadas e as ambições dedicadas ao bem da comunidade. O Rui Apolinário é das pessoas que encontrei na política que mais me impressionaram pela positiva, das que me surpreenderam com a sua lealdade e o seu empenho. Não conheço argumentos que o denigram. Não os haverá! Mas sei das suas competências, da sua capacidade de organizar e de trabalhar. Sei do seu rigor na defesa dos interesses públicos.

E gostaria de ver o Rui a governar Moura. Não porque lhe tenho tanto respeito e admiração, mas porque sei que reencaminharia o Concelho no sentido do progresso e porque a sua liderança é uma necessidade urgente, não só desta terra, mas também da região.

E alguns dirão: " É novo, talvez no futuro."! Di-lo-ão num veio de redutora análise, porque desconhecem, ou desejam fazer ignorar, que o futuro constrói-se hoje. É agora que se tomam as decisões importantes. É agora que se decidem as oportunidades. E no que respeita ao Rui Apolinário é um garante de cosntrução e de estabilidade que o Concelho de Moura precisa e merece, para um futuro melhor!






14 de junho de 2009

Europeias: ainda a tempo de analisar.

Os resultados das eleições europeias são, e custa-me admiti-lo, uma pesada derrota para o PS. Sendo a intenção de protesto ou de desinteresse a verdade é que o PS viu o seu eleitorado baixar significativamente em todo o país. Deste resultado deve o Partido Socialista tirar as conclusões e fazer passar aos portugueses a recepção da mensagem. Que fique claro: não é possível extrapolar os resultados para outras eleições, por tantos factores óbvios como a clareza de assumir a derrota do PS nestas.

Não sou dos que acreditam que este resultado impõe ao PS e ao governo outra legitimidade de governação que não a sua, adquirida com maioria dos votos populares. Ou seja, é bastante demagógica a intenção do PSD e de outros partidos de querer a partir destas eleições fazer recuar o governo na sua agenda de investimentos públicos. Não é o que está em causa nem tão pouco o amedrontar das consciências servirá para que o PS contribua para a estagnação do país face aos seus modelos de progresso e às responsabilidades internacionais que mais cedo ou mais tarde teremos de cumprir.

Mas a grande vitória destas eleições é a do Bloco de Esquerda. O único partido que subiu significativamente, que passou a fasquia dos dois dígitos e que ultrapassou o PCP-CDU em votos e mandatos parlamentares. Outra leitura, ou a tentativa de branquear este facto, será sempre entendida de má fé.

Também no Distrito de Beja o cenário se repetiu: o PS passou de primeira força política para segunda, o que não acontecia desde 1995; o PCP-CDU passou a liderar a vontade popular com estridente vitória e o BE cresceu triplicando o seu peso eleitoral. Como socialista e amador destas coisas da política e da região confesso a tristeza e a manifesto a certeza de que percebi nas entrelinhas os sinais do povo. Mas também como socialista - e como sabem, crítico da actual liderança federativa desde o seu inicio – não encontro razões para responsabilizar mais do que nestas ocasiões é preciso a Federação do PS, os seus dirigentes e o seu líder. Não o faço por perceber que nestas eleições se utilizou um voto nacional, de protesto, de descontentamento ou de desinteresse, que nem sequer teve o seu sentido na Europa quanto mais na região.

O facto do PS ter perdido cerca de dez mil votos no Distrito é um elemento de análise, de reflexão e de mobilização dos socialistas. Mas não se vejam os números com a ligeireza dos interesses do momento: a CDU subiu apenas pouco mais que três mil votos, e percentualmente a sua subida é residual. Ou seja a sua capacidade de gerar um aumento significativo está esgotada e limitada por um discurso ineficaz e conservador. Já o BE triplicou a sua votação relativamente a 2004. O que fica por explicar são os restantes três mil votos perdidos pelo PS, e que sentidos têm.

Sei, porque conheço como estas coisas funcionam, que o esforço e a mobilização do PS se centram nos combates locais e legislativos de Setembro e de Outubro. E essa mobilização, que no caso concreto das europeias não quis ser de desinteresse, mostrará um PS apto a lutar pela vitória. Assim espero, assim desejo.

26 de maio de 2009

Realizar a mudança


O processo eleitoral autárquico em curso exige dos eleitores uma atenção especial. Defendo que nunca como agora o PS e o PCP estiveram em condições de proporcionar um combate político tão aceso e imprevisível. As duas forças políticas têm feito, com as escolhas dos candidatos, uma aposta forte na conquista de câmaras municipais e na manutenção do poder que cada uma detém.

No caso de Beja, onde considero decidir-se a eleição mais importante para o futuro da região, o desafio dos partidos passa pela interpretação dos cidadãos quanto aos modelos de governação e aos líderes que desejam ter. E seria de todo importante que os eleitores se envolvessem com a reflexão própria das grandes decisões.

Sou dos que defendem uma mudança. Uma alteração dos modelos de governação e dos princípios visionários que de uma vez por todas projectem este concelho no futuro e com a vantagem de assumir Beja como a capital da região: uma sede de interesses económicos e de exemplos sociais, um pólo de desenvolvimento do conhecimento e da geração de ideias e de projectos capaz de pensar esta terra para além do limite temporal dos actos eleitorais, o epicentro de novas políticas e de uma ambição que nos tem faltado e de que tanto carecemos.

Por tudo isto defendo que a candidatura de Jorge Pulido Valente é a plataforma de mudança, de melhoria da qualidade de vida e de construção de novas bases para o progresso. E ao contrário do que alguns querem fazer crer, em tom de desinformação, esta candidatura tem conquistado os apoios e a abrangência necessárias para corporizar a mudança. Ou seja, a vitória de Jorge Pulido Valente em Beja é uma realidade possível, alcançável com o reforço da confiança dos bejenses que desejam a mudança e que sabem no seu íntimo a importância de evoluir noutro sentido.

E para os interessados e defensores da transformação do nosso concelho para melhor fica a responsabilidade de construir diálogos e de fazer engrossar os apoios e os eleitores. No dia-a-dia, na rua e nos cafés, na liberdade de expressão de cada um e com a mais valia de contribuirmos todos para a realização da mudança.




14 de maio de 2009

Sites, blogues e candidaturas


Apercebi-me que nos últimos tempos têm surgido um conjunto de sites e de blogues criados a partir das dinâmicas de candidaturas autárquicas, no Baixo Alentejo. Por isso decidi dar espaço à sua divulgação: porque me parece importante valorizar as iniciativas e por entender que estas visam criar instrumentos de interacção entre os políticos e os seus eleitores e isso é um factor de desenvolvimento de mentalidades e um progresso nas atitudes, maioritariamente, cinzentas que caracterizam a classe política.

Outro dado que recolhi nesta pesquisa é que, até ao momento e que tenha conhecimento, apenas candidatos socialistas utilizam esta ferramenta de divulgação e de diálogo. Não se deve fazer nenhuma outra leitura que não a da curiosidade da coincidência. Assim, apelo aos meus bons leitores, atentos e melhor informados que eu, que me façam chegar os endereços de outros sites ou blogues. Porque a intenção não é de exclusão, mas sim de inclusão e de respeito pela iniciativa política e eleitoral de todos os candidatos.

O critério, para que fique claro, não é o de promover partidos mas sim divulgar os meios de contacto de candidatos. E isso é uma diferença abismal, parece-me, e que justifica a diferenciação.

Chamo a atenção para o novo site do presidente da CM Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa, que sendo um dos políticos mais dinâmicos utilizadores das novas tecnologias criou um site pessoal que, segundo entendi, vai para além do momento eleitoral e tem o objectivo de complementar uma plataforma de divulgação e de ligação regional o que permite uma melhor perspectiva sobre um autarca, os seus pensamentos e interesses.



13 de maio de 2009

A Renovação


A candidatura de Nelson Brito à Câmara de Aljustrel é um elemento positivo e refrescante no quadro regional. O argumento mais valioso desta candidatura centra-se na capacidade de renovação de quadros e na possibilidade de se apresentar ao eleitorado uma perspectiva mais moderna e dinâmica, fruto da sua juventude e de uma energia própria que o caracteriza, capaz de gerar novas políticas e inovadoras atitudes no acto de governar.

Conheço-o há uns bons anos. Na altura fazia parte do secretariado regional da JS que presidi e desde sempre o exortei a assumir a ambição de se candidatar à câmara de Aljustrel. Não tenho sobre ele, ou quem seja, a ideia de um salvador desejado na face da utopia, mas reconheço-lhe o empenho e a dedicação ao projecto político que lidera há quatro anos.

E sei da sua determinação e do seu entusiasmo na defesa de uma convicção forte: o desempenho e o contributo para melhorar as perspectivas de futuro da sua terra. E esse sentimento não pode ser questionado ou sequer derrotado por uma mentalidade conservadora e, em muitos casos, responsável pelo estado a que isto chegou.

Não me permito fazer vaticínios sobre os resultados. Ou sequer contribuir para uma mentalidade que tende a menosprezar o adversário, e no que respeita a Manuel Camacho é um concorrente de peso e que agrega consigo um curriculum autárquico reconhecido. Mas a opção faz-se na vontade dos eleitores e a eles cabe escolher percebendo a necessidade de tempos mais ousados e com visões mais adequadas aos tempos do futuro.

11 de maio de 2009

Até quando?


Assusta-me o período de indecisão e de incógnita que se vive em torno do aeroporto de Beja. Ao longo dos últimos meses tenho escrito e falado sobre o assunto, sempre em tom crítico e de espanto sobre a forma como o processo tem decorrido. E numa coisa parece que estou certo: a influência da região, os seus poderes, no projecto é nula e isso reflecte-se no estado a que chegou.

É demasiado grave a passividade e a ausência de força política desta região. O que se passa neste caso, como em outros semelhantes, demonstra aos que teimam em não querer aceitar o quanto estamos mal servidos de soluções e de lideranças políticas e o quanto urge promover a renovação de quadros e de dirigentes.

Em conclusão, o aeroporto de Beja pouco diz a esta gente, ou nada em alguns casos. O tema serviu e ainda serve para recrutar mais valias eleitorais em forma de demagogia e populismo. Mas no final de contas andamos a ser gozados, e parece que apreciamos a atitude. Ainda nos vale a visão e paciência de um ou outro autarca e a resistência do Conselho de Administração. Mas até quando?

23 de abril de 2009

Os créditos das estratégias


A federação do PS/Baixo Alentejo deu por concluído o processo de escolha dos candidatos às câmaras municipais do distrito. Já o disse publicamente e reafirmo a importância das escolhas atempadas, da organização e das clarificações.

É importante que todas as forças partidárias dêem como concluídos os processos de escolha dos candidatos antes das eleições europeias, para que se possam alargar os espaços de intervenção dos mesmos e das ideias e para que ao povo sejam dadas condições de reflexão sem que os processos europeu e nacional cortem a importância destas dinâmicas. É por isso positivo, e relevante, o facto do PS ser o primeiro partido a alcançar este objectivo rompendo com uma tradição de atrasos e de escolhas apresentadas em cima da hora.

É verdade que a definição atempada dos candidatos e consequente implementação no terreno não é por si só uma condição de vitória, mas é meio caminho andado para que o PS tenha o melhor resultado de sempre no distrito.

A ambição, é segundo Luís Ameixa, vencer todas as 14 câmaras. E o que Ameixa quererá dizer com isto é que o PS parte para este combate com a determinação de ser poder com candidaturas fortes e credíveis. Pessoalmente partilho desta visão: nunca o PS teve no seu conjunto de candidatos tantas possibilidades de disputar concelho a concelho a vitória. E é sem dúvida alguma um progresso notável e que merece respeito e elogio.

20 de abril de 2009

Balanço pontual

FOTO: Alvito.blogue

Vão passando os dias e aproxima-se o tempo das decisões eleitorais autárquicas. E em todo o Distrito de Beja mantêm-se algumas dúvidas sobre candidaturas. Um balanço mais directo sobre os candidatos dá-nos a conhecer os anunciados e o vazio dos nomes que os partidos teimam em manter.

Luís Ameixa do PS reclama a possibilidade de vencer as 14 câmaras do distrito e sustenta a possibilidade com um trabalho feito visando manter as câmaras que o PS detém e vencer aquelas onde é o segundo partido mais votado com candidaturas fortes. Mas o PS tem duas autarquias cujos lideres não se recandidatam: Mértola e Odemira. E este é um dado maior, embora não se prevejam nos casos grandes surpresas.

O PCP, ou CDU, não o diz mas partilha desta ambição socialista. No entanto poderá ter uma posição de maior fragilidade pelas divisões que temos constatado e ainda pelas alterações feitas em Castro Verde e em Aljustrel. Sobretudo em Castro a alternativa que o PS apresenta é a mais forte de sempre e provavelmente a mais credível. Mas o PCP, desenganem-se o que pensam o contrário, combaterá com todas as suas forças na preservação do poder que detém.

Já o PSD serve o desnorte e apresenta as dificuldades de uma liderança sem credibilidade na construção de alternativas objectivas e, sobretudo, no crescimento necessário do partido na região. Falam-se em polémicas e em falta de apoio das estruturas nacionais e em desentendimentos face aos nomes apresentados. Na verdade o contributo do PSD nestas eleições será o do voto útil, que como se percebe beneficiará o bipartidarismo existente. Fica no ar a dúvida sobre Almodôvar, sendo que é muito prematuro afirmar que pode estar em perigo.

E num ou noutro caso percebem-se as simplicidades genéricas. Num ou noutro caso é latente o entusiasmo com algumas lutas vão contribuir para uma acesa discussão do acessório e essa parece-me ser a maior preocupação, em prejuízo dos interesses das populações e da verdadeira escolha a ser feita.

14 de abril de 2009

Actos contínuos



O governo inaugurou hoje em Aljustrel o novo centro de saúde. Há quem questione o facto da inauguração ocorrer muito tempo depois da abertura do mesmo. No que entendo serem as funções dos governos – centrais e locais – o acto formal da inauguração não representa um populismo eleitoral, mas sim, uma prestação de contas sobre o trabalho realizado na construção de soluções desejadas pelas populações. E quanto a isto não me parece criticável a vinda do Secretário de Estado a Aljustrel. Nem tão pouco ligeira a participação da CM Aljustrel na resolução deste problema.

Mas ao mesmo tempo faz-me reflectir o facto de nestas circunstâncias existir sempre um aproveitamento político que é adequado aos momentos. E nisto o PCP é o mestre da capitalização do descontentamento. Mesmo quando as suas reivindicações são acolhidas o PCP descobre sempre mais qualquer coisa para dar seguimento às lutas contestativas.

Cumprida a missão de construir um centro de saúde, que percebo ser legitimo e necessário, para a população do concelho de Aljustrel, vem o PCP através do seu actual presidente de Câmara reclamar uma extensão para uma freguesia local e ainda a abertura permanente e com urgência do centro de saúde inaugurado! Sabendo o presidente de câmara que em termos de prioridade e de reformas no SNS – e não discuto o idealismo da reivindicação – não é possível satisfazer o seu pedido, cria o mesmo uma frente de descontentamento que não corresponde à realidade!

Seria desejável que para além das sedes de concelho cada freguesia tivesse uma extensão de saúde, mas isso representaria o absurdo de milhares de unidades de saúde: sem médicos e auxiliares, sem qualidade e equipamentos e ainda sem qualquer melhoria nos cuidados a prestar a cada cidadão! E se tudo isto é crível porque razão teimam os autarcas em gastar energias em coisas que sabem ser impraticáveis? Serão estas, também, reivindicações populistas e demagógicas, justificáveis em anos eleitorais? Confesso a minha tendência para me resignar perante tanta utopia! E pergunto-me onde fica o povo no meio disto tudo?! Onde?...