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20 de janeiro de 2011

AS FACAS

Quatro letras nos matam quatro facas
que no corpo me gravam o teu nome.
Quatro facas amor com que me matas
sem que eu mate esta sede e esta fome.

Este amor é de guerra. (De arma branca).
Amando ataco amando contra atacas
este amor é de sangue que não estanca.
Quatro letras nos matam quatro facas.

Armado estou de amor. E desarmado.
Morro assaltando morro se me assaltas
E em cada assalto sou assassinado.
Quatro letras amor com que me matas.
E as facas ferem mais quando me faltas.
Quatro letras nos matam quatro facas.

Manuel Alegre

Sem ironia, sem outra intenção que não seja a de realçar um magnifico poema em final de campanha eleitoral.

3 de maio de 2009

Mãe!

estás aqui e nem sempre te vejo
passas discreta pelas ruas que percorro
como uma sombra que sai de mim.
ainda que por vezes te possa ignorar
ou recusar-te um desejo
és a única por quem morrerei.
e se for preciso... morro!
deste-me o princípio e não me deixas ter outro fim
sem que lute com a força que herdei de ti.
estás aqui. todos os dias.
e mesmo que não te veja
a tua presença acalma-me o olhar.

és o olhar mais puro que respiro
o coração mais vermelho que me deseja!

à minha mãe


In Lugar Etéreo. Jorge Barnabé. 2006.

25 de abril de 2009

Abril